Por que compramos produtos anunciados por celebridades? Por que o tempo parece passar mais depressa conforme envelhecemos?Veja como o cérebro pode mudar sua percepção das coisas e aprenda a usar a Inteligência Perceptiva a seu favor!Ao explorar as habilidades do cérebro de entender e conferir sentido ao mundo, o Dr. Brian Boxer Wachler descreve de que maneira nossa percepção pode ser real ou fantasiosa – e nos ensina a distinguilas. Afinal, essa diferenciação é uma aptidão essencial para melhorarmos nossa Inteligência Perceptiva (IP), que pode ser entendida como o modo de interpretar e ocasionalmente manipular experiências para distinguir a fantasia da realidade. Essa aptidão depende muito de nossos sentidos e instintos, mas é frequentemente influenciada e distorcida tanto pelas emoções como por memórias. Com exemplos e estudos de caso de pessoas com IP extraordinária e outros exemplos que talvez façam você rolar de rir, Dr. Brian explica por que nossos sentidos nem sempre batem com a realidade e dá sugestões sobre como podemos influenciar o contexto em que estamos inseridos. Neste livro você aprenderá: • Por que algumas pessoas não resistem ao apelo de um café especialmente caro (que custa 100 dólares a xícara!);• Por que nos prendemos a ilusões;• Por que nos sentimos na obrigação de "retribuir um favor";• Como a baixa IP nos ajuda a apreciar mais a arte;• Por que algumas pessoas veem Jesus no cereal matinal;• Por que determinados atletas e times parecem só vencer e outros parecem só perder;• Como as personas das celebridades nos manipulam;• Como as seitas fazem lavagem cerebral nas pessoas;• Por que nossas percepções de tempo são distorcidas com tanta frequência;• Quando ouvir nosso instinto.Nesta obra, você também encontrará um teste que o ajudará a medir sua IP, assim como diversos métodos para aumentála. Ao afinar a Inteligência Perceptiva, podemos entender o que realmente está acontecendo ao nosso redor, evitar ser manipulado por nossa mente e tomar decisões mais assertivas no dia a dia.

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Personal Success 1
O posto da percepção
Os alicerces neurológicos da Inteligência Perceptiva
Você está andando sozinho em uma floresta tarde da noite, sob ventos fortes. Você já esteve nessa floresta várias vezes e conhece o caminho, mas nunca o percorreu sozinho e muito menos após escurecer. Você chega a um espaço aberto e vê algo atípico mais adiante. Está no meio do caminho, então você avança cuidadosamente, espremendo os olhos na escuridão para determinar o que se esgueira por ali. De repente, você congela ao ver o vulto assumir a forma de um animal grande, cuja pele brilha sob a luz do luar. Consegue sentir os olhos reluzentes dele sobre você, medindo-o e preparando-se para o ataque. Presas afiadas como uma navalha ficam à mostra. A criatura se aproxima, e seu coração dispara enquanto você tenta decidir se sua reação será de luta ou fuga. Logo antes de você começar a correr, a criatura dá o bote e seus reflexos entram em ação para proteger seu rosto.Você grita a plenos pulmões até perceber que estava sendo aterrorizado por um saco de lixo cheio de folhas e gravetos que fora arrastado pelo vento.Ao jogar o entulho de lado, você ri de si mesmo por ter pensado que esse saco de lixo idiota fosse um animal monstruoso. E segue seu caminho.
Nessa história, em que fase sua percepção de um animal se originou?Você esperava ver algo perigoso porque estava sozinho nessa floresta escura pela primeira vez? Quando o objeto apareceu pela primeira vez no seu campo de visão, você ficou tenso e com medo?
Nessa situação, confundir o saco de lixo com outra coisa é sinal de uma IP fraca. Desde o começo, o objeto ameaçador era apenas um saco plástico cheio de folhas e gravetos. Era inofensivo, mas, devido à falta de luz, você não pôde discernir o que era. Em seguida, sua imaginação entrou em ação, preenchendo as lacunas de detalhes. Inúmeras memórias podem ter sido usadas, criando-se mensagens subliminares: talvez você tenha assistido a um filme de terror no qual alguém é atacado na floresta por um animal horrendo; talvez você tenha visto alguma notícia de que havia um predador solto naquela região; talvez, quando você era criança, sua mãe o tenha alertado para nunca andar pela floresta sozinho porque um parente havia sido machucado por um animal selvagem nela; ou, o que é bastante comum, talvez a floresta evocasse imagens sinistras de contos de fadas como Chapeuzinho Vermelho ou clássicos literários como A lenda do cavaleiro sem cabeça.
Cada indivíduo percebe as coisas de maneira diferente.As mesmas circunstâncias podem produzir interpretações radicalmente diferentes, dependendo da IP do sujeito. Uma pessoa que estivesse na mesma situação que você poderia ter determinado de imediato que o saco era um objeto inofensivo assumindo a forma de um animal. No entanto, outra pessoa poderia ter entrado em pânico, cerrando os olhos e permanecido com eles fechados de tanto medo. O saco plástico e seu conteúdo acertariam seu rosto diretamente, causando arranhões e hematomas; o indivíduo, aterrorizado, sairia correndo e depois escreveria uma história na internet sobre o ataque que sofrera de um monstro sobrenatural.
Neste capítulo, vamos explorar o mundo da percepção humana: o que significa, como e onde ela se origina e de que modo o cérebro funciona e tenta dar sentido às coisas.
ESTAMOS TODOS PRESOS EM UMA MATRIX?
Em 1999, Andy e Larry Wachowski criaram um filme de ficção científica chamado Matrix, um enorme sucesso estrelando Keanu Reeves como Neo, um homem que descobre que o mundo em que vivemos não é real.9 A sociedade humana é, na verdade, parte de uma enorme simulação de computador, e a energia das pessoas está sendo usada para alimentar máquinas que governam o “mundo real”. Quando estão na Matrix, tudo o que os humanos vivenciam é de uma veracidade convincente: eles podem ver, ouvir, sentir, tocar, cheirar e degustar tudo. Suas memórias e emoções vêm do que ocorre dentro da Matrix, e essa tem sido sua percepção da realidade por anos… Então, Neo se une a uma rebelião e passa a lutar pela libertação das mentes e dos corpos da humanidade, de modo que todos venham para o mundo real, por mais sombrio e precário que ele seja.
O produtor executivo Andrew Mason resumiu o filme da seguinte maneira: “É a questão de se o que estou vivenciando agora é ou não real”.10 Matrix é, claro, apenas uma ficção científica (assim espero; caso não fosse, teríamos como provar?), mas a noção de que talvez não tenhamos controle de nossas percepções ou que não estejamos vivendo na “realidade verdadeira” é fascinante.Assim como na história do saco de folhas, podemos ser enganados tão facilmente?
Nossos cérebros são, obviamente, nossa matriz (ou deveríamos escrever com “x”?) principal e, portanto, continuamente vitais para nossa percepção do mundo ao redor. O resto do corpo envia dados ao cérebro – de dor a prazer e tudo o mais – que, em seguida, reage interpretando-os. O cérebro não só nos diz como e se devemos reagir, mas também armazena a informação para recordações e análises futuras.
O cérebro é um órgão, portanto pode ser dissecado, medido e estudado. Mas há também algo a que nos referimos como “a mente”, que desperta a nossa consciência. Diferente do cérebro, a mente transcende a matéria e não é quantificável. O neurocientista Sam Harris diz que ela determina “como é ser você”.11 Diferentemente de um rim, um coração ou um pulmão, você não pode fazer um transplante de consciência de uma pessoa para outra.
As grandes questões são: qual é o papel da mente na percepção e na IP em comparação ao papel desempenhado pelo cérebro? Seria a mente o posto da percepção dentro do cérebro? Talvez seja algo microscópico ou até invisível, localizado num lobo ou numa sinapse? Ou será que a residência dela fica em outro lugar?
Essas questões tornam-se ainda mais complicadas quando adicionamos o corpo à equação. Às vezes, pode parecer que o corpo nada mais é do que o chofer do cérebro. No entanto, estudos recentes no campo da neurociência apontam para a hipótese bastante convincente de que o cérebro e o sistema nervoso estão tão interligados por uma teia complexa de receptores e conexões que é absurdo tratá-los como entidades separadas, como é feito na visão mais cartesiana de corpo. Portanto, qualquer explicação de IP fundamenta-se no argumento neurobiológico de que, embora mente e corpo sejam interdependentes, a mente não é o cérebro. Ao demonstrar a veracidade dessa afirmação, talvez consigamos identificar a fonte da IP, sem a paranoia de estarmos presos a uma Matrix que dirige o espetáculo cósmico.
ABRINDO AS PORTAS DA PERCEPÇÃO
Na introdução deste livro, defini a Inteligência Perceptiva como “o modo como interpretamos e, ocasionalmente, manipulamos nossas experiências para distinguir fantasia de realidade”.
Mas o que, exatamente, a palavra “percepção” significa nesse contexto?
Entre as definições do dicionário Michaelis para “percepção”, estão: “capacidade de distinguir por meio dos sentidos ou da mente” e “qualquer sensação física manifestada através da experiência”.12 Temos aí uma boa base, mas que sequer começa a explicar o papel que a percepção tem, uma vez que a interpretação é baseada numa miríade de fatores alheios a nossos sentidos – como intuição, experiências pessoais, senso de ritmo, senso de oportunidade e assim por diante.
Interpretar o que vivenciamos, então, requer algo maior do que única e exclusivamente percepção. Quando percebemos algo – como o objeto assustador na floresta assombrosa –, isso não quer dizer de modo algum que tenhamos alcançado a precisão. A percepção envolve dados imediatos, crus e sem filtros que entram em nossas mentes antes de serem processados em forma de pensamento e ação. Assim que interpretamos o objeto como algo de pele brilhante, olhos reluzentes e presas afiadas, nossas mentes realizam um salto extraordinário, e a percepção transforma a nossa conclusão em uma nova realidade particular. Receberíamos um zero no quesito IP nesse caso.
No livro Investigação sobre a mente humana segundo os princípios do senso comum, o filósofo escocês Thomas Reid examinou o conceito de imediação e propôs que o processo de percepção precisava incluir alguma ideia ou noção do objeto percebido:
Portanto, se atentarmos para o ato mental que chamamos de percepção de um objeto externo sensível, encontraremos três coisas: primeiro, alguma noção ou conceito do objeto percebido; segundo, convicção e crença fortes e irresistíveis quanto à sua atual existência; terceiro, que essa convicção e crença são imediatas – e imediadas – e não são produto da razão.13
Mesmo quando somos bebês, sentimos e reconhecemos objetos em suas formas imediatas, o que nos permite criar uma experiência imediata/imediada. Dessa maneira, convencemo-nos da realidade de um objeto percebido. Após essa percepção se conectar com as sensações – funções diretas do cérebro –, a experiência dos sentidos cria uma conexão com os modelos mentais do cérebro.
Imagine que esteja cheirando uma rosa. Embora a fragrância seja meramente uma percepção, ela se torna uma sensação quando notamos que a rosa tem um cheiro bom (a não ser que você seja alérgico a rosas, claro). O olfato pode ser um veículo para sensações prazerosas ou incômodas. A sensação depende do simples ato de cheirar, ao passo que a percepção depende da interpretação do aroma. Se você achar que cruzará com rosas no seu caminho daqui a uma semana, consegue já antecipar certo aroma agradável – e se por acaso for alérgico a rosas, você fará um caminho diferente para evitar uma visita ao alergista. Essas duas variações de respostas são os princípios básicos da IP em ação.
Se uma árvore cai (ou “como ganhar uma dor de cabeça filosófica”)
Este é um quebra-cabeça filosófico e científico, proposto em 1710 pelo filósofo irlandês George Berkeley, que vem sido debatido há séculos: “Se uma árvore cai e não há ninguém por perto para ouvir, ela ainda assim faz barulho?”. A resposta é, sem dúvida, “sim”, mas isso porque trapaceei. Desculpe, mas precisava demonstrar algo: “ninguém” dá a entender que estamos falando de pessoas, mas certamente animais são capazes de ouvir, então o som da árvore caindo com certeza é detectável pelas criaturas não humanas nas redondezas. Mas um som precisa ser fisicamente notado por um ser vivo para ser real? Filósofos continuam a debater essa questão – especialmente os obcecados com o conceito de que nossos sentidos existem apenas nas nossas mentes –, mas muitos físicos recorrem aos princípios da mecânica para obter uma resposta mais simples: sons são produzidos quando uma fonte de energia faz moléculas (como as do ar ou da água) vibrarem, produzindo-se uma onda molecular. Então, a resposta técnica, do ponto de vista científico, é “sim”.14 Qualquer árvore que cair sempre produzirá um som, mesmo que nenhum de nós (ou algum animal) esteja lá para registrá-lo, porque a onda molecular foi produzida.
Vamos levar essa perspectiva mais adiante. Nós temos uma ideia geral do som que uma árvore faz ao cair. Se nos depararmos com uma árvore que caiu quando não havia ninguém por perto, ainda saberemos que o barulho ocorreu, porque nossa memória sonora – que reconhecemos como uma realidade por causa de nossa audição e talvez por sentirmos a vibração ao mesmo tempo – entra em ação. Nossa mente interpreta o som que deve ter ocorrido porque nós conhecemos o barulho que uma árvore faz ao bater no chão, tendo-o aprendido graças a uma variedade de fontes potenciais, como ocasiões passadas em que testemunhamos uma árvore caindo na floresta ou mesmo em gravações de algo do tipo (em filmes, na TV ou mesmo no rádio). Na verdade, nunca concebemos uma ocasião em que uma árvore caindo não faz barulho.
SOBRECARGA SENSORIAL
Visão, audição, olfato, tato e paladar: todos esses sentidos são tão importantes que cada indivíduo tem uma parte do corpo encarregada de cada um deles (olhos, orelhas, nariz, pele e boca). Nosso mundo é repleto de estímulos, e nossos sentidos reagem a eles de maneiras voluntárias e involuntárias. Podemos sentir o odor das flores no nosso caminho ou podemos vê-las, deliberadamente ir até elas, aproximar nossas narinas delas e respirar a fragrância à vontade.
Certamente você está se perguntando como esse processo funciona. Ele requer uma reação complexa de um ou de vários sentidos, operando simultaneamente ou em momentos diferentes, para tornar algo perceptível. Nossos órgãos e sistemas sensoriais contêm células receptoras que detectam sensações físicas.15 Há receptores gerais, localizados por todo o corpo; receptores especiais, que incluem receptores químicos no nariz e na boca; fotorreceptores nos olhos e mecanorreceptores nas orelhas. Essas células receptoras registram o estímulo, convertendo sua energia em um sinal eletroquímico que passa informação sobre o estímulo ao cérebro por meio do sistema nervoso.
A partir disso, esses sinais são conduzidos a uma área de processamento primário, na qual as características iniciais da informação são compostas de acordo com a natureza original do estímulo (ou seja, se é um cheiro, um sabor, um toque etc.). Em seguida, a informação, já modificada, é transmitida ao tálamo, uma estrutura no centro do cérebro relacionada a sinais sensoriais e motores16 (e também à regulação da consciência e do sono).
O tálamo exerce a função fundamental de porteiro para nossos sentidos, determinando quais sinais chegam ao córtex cerebral. Para que possamos ver, por exemplo, a retina precisa mandar um sinal ao tálamo pelos nervos óticos; é lá que dados antigos se conectam a informações novas para formar uma mensagem, que é, então, transportada ao córtex visual do cérebro.
Não nos esqueçamos do neocórtex, uma parte importantíssima do córtex cerebral que ajuda a controlar funções como percepção sensorial, comandos motores, noção espacial, pensamento consciente e, no caso dos humanos, linguagem.17 Alguns estudos indicam que o neocórtex é o responsável pelas diferenças entre o modo como cada um de nós percebe o mundo ao nosso redor.
Parece simples, não é? Mas há muito mais a saber sobre o cérebro do que pode parecer.
O cérebro faz a percepção ou a percepção faz o cérebro?
Eis aqui algo a se pensar: quase tudo que percebemos pode não ser nada mais que uma simulação mental interna do mundo externo, criada a partir de amostras de dados coletados por nossos sentidos. Agora, antes que você fique incrédulo e erga as sobrancelhas, entenda que isso não é uma teoria new age em alta, mas um conceito científico amplamente defendido.
Em outras palavras, estamos novamente numa Matrix, mas não uma realidade falsa fornecida por máquinas. A realidade é real, mas o que vemos, ouvimos, cheiramos e tocamos está só nas nossas cabeças, cortesia da “máquina de realidade virtual embutida” em nossos cérebros, de acordo com a descrição feita por Bahar Gholipour, diretor do site Braindecoder.com. Há, claro, muitos neurocientistas que talvez discordem dessa noção.
Qualquer que seja o caso, parece haver um consenso entre cientistas que estudam o cérebro que tanto informações sensoriais quanto nossos modelos mentais têm um papel crucial no nosso modo de comp...
Table of contents
- CAPA PÁGINA
- PÁGINA DE TÍTULO
- DIREITOS AUTORAIS PÁGINA
- ÍNDICE
- Prefácio
- Introdução
- 1. O posto da percepção: Os alicerces neurológicos da Inteligência Perceptiva
- 2. Mente sobre (e sob) a matéria: Autorrecuperação e autossabotagem
- 3. O que você vê não é o que há: Truques mentais e ilusões
- 4. Fora do corpo ou embaixo da terra: Inteligência Perceptiva e experiências de morte
- 5. Olimpíada de vaidade: Castelos de areia e de cartas, e a arte da autoilusão
- 6. Hora de malhar: Inteligência Perceptiva e esportes
- 7. Percepção imaculada: Você pagaria 28 mil dólares em um sanduíche de queijo quente?
- 8. A magia do equilíbrio: Como a reciprocidade sequestra nossa Inteligência Perceptiva
- 9. A hora da estrela: O brilho ofuscante da celebridade
- 10. Introdução à Inteligência Persexual: Cada um na sua
- 11. Preciso ter isso: Café de cocô de gato e a sedução da baixa oferta
- 12. Você é diferente de um gnu no Quênia?: As dinâmicas das influências sociais
- 13. Fanatismo: A natureza das crenças extremas
- 14. A experiência subjetiva do tempo: E um bônus: a origem da bucket list
- 15. Um bom palpite: Seguindo nossa intuição
- 16. Teste sua Inteligência Perceptiva: A IP pode ser aprimorada?
- Epílogo: Inteligência Perceptiva: sua percepção final
- Agradecimentos
- Sobre o autor
- Notas de fim
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