Em Bora Enriquecer, Júlia Mendonça te ajudará a conquistar o sucesso financeiro, multiplicando seu patrimônio por meio de investimentos inteligentes! Indicado tanto para leigos quanto para quem é experiente no assunto, o livro traz dicas preciosas para você fazer seu planejamento financeiro e montar uma carteira de investimentos vencedora – aprendendo tudo sobre aplicações desde CDBs, LCIs, LCAs, Tesouro Direto, ações, fundos imobiliários, fundos de investimentos, metais e até criptomoedas.Por fim – e o mais importante! – você será guiado ao ápice do investimento: fazer o dinheiro trabalhar por você! Complementando essa jornada, ela ainda oferece como bônus seu curso online para viver de renda! E aí, bora enriquecer?
Trusted by 375,005 students
Access to over 1 million titles for a fair monthly price.
Enquanto escrevo este livro, mais de 63 milhões de brasileiros se encontram no vermelho.1 Em um país à beira dos 210 milhões de habitantes,2 isso significa que cerca de 30% da população está com o nome sujo na praça — um número que assusta, especialmente quando consideramos que o maior percentual de inadimplentes está na faixa dos 30 a 39 anos. São pessoas como você e eu, amadurecendo para a vida e descobrindo da pior forma as consequências da falta de trato com o dinheiro.
Você pode até achar que serei dura, ou sincera demais, ao tocar em determinados assuntos. Há sempre aqueles que se defendem com argumentos como “ganho pouco” ou “preciso fazer dívidas para poder ter as minhas coisas”. Entendo que é difícil olhar para o saldo da conta bancária e assumir a responsabilidade por isso. Entendo porque já fui assim: mais uma nas estatísticas do Serasa. Já abri um buraco de dívidas enorme e cavei fundo com minhas atitudes. Mas se hoje você se encontra nessa situação, lá no fundo desse buraco, digo: Calma! Você não está sozinho.
Meu nome é Júlia Mendonça Telles. Nasci na cidade de Bagé, no Rio Grande do Sul, em 21 de abril de 1986 e cresci em Curitiba, no Paraná. Denise, minha mãe, e Nadir, minha avó, sempre foram meu exemplo de força e independência. Tive uma infância boa, já que minha mãe, concursada e chefe de vigilância sanitária, e minha avó, professora universitária, se esforçaram para que nunca me faltasse nada.
Não morei com minha avó, mas fui muito próxima dela e lembro bem dos nossos passeios no shopping. Por ser sua única neta, ela não se importava de me levar para fazer suas comprinhas. Em cada ocasião, gastávamos em torno de mil reais só com roupas e mimos! Se hoje esse valor já é alto, imagine só entre o final dos anos 1990 e começo da década de 2000. Seria algo em torno de 3.209,09 reais. Loucura total!
Cresci nesse contraste entre os luxos que minha avó proporcionava e as restrições vividas pela minha mãe — a única fonte de renda em nossa casa. Ela havia se separado do meu pai quando eu tinha apenas dez anos. Nessas duas realidades com que convivi, educação financeira não era nada além de um termo vago e distante.
Aos dezenove anos, conheci Felipe Telles, o estudante de Medicina que viria a ser meu marido. Nessa época, eu cursava Engenharia Industrial Madeireira na Universidade Federal do Paraná. Quando Felipe se formou, alguns anos depois, e conseguiu um emprego bem-remunerado, percebi que a Engenharia não era para mim. Mudei de curso para Comércio Exterior. Foi uma decisão difícil, pois estudava em uma universidade federal, não tinha gastos com estudos e teria que arcar com a mensalidade de uma universidade particular. Para resolver essa questão, consegui um estágio que rendia um bom salário.
Imagine só: dois jovens recebendo um bom valor por mês. Nos sentíamos donos do mundo! Como morávamos com nossos pais, não tínhamos tantas despesas. Apesar de cada um morar em sua casa, tínhamos praticamente uma vida de casados, pois dividíamos tudo e passávamos muito tempo juntos. Foi aí que as extravagâncias começaram. É irônico e poético pensar que foram os “mergulhos”, no sentido literal da palavra, que nos colocaram em nossas primeiras dívidas.
Praticávamos mergulho ao menos duas vezes por mês, diversão que nos custava cerca de 900 reais por sessão. Na ponta do lápis, o valor total hoje me causa arrepios: 1.800 reais, ou 2.830 reais em valores atuais, jogados ao mar. Além disso, pagamos por cursos avançados, roupas especiais que jamais usamos, fora as despesas com gasolina e estadia em mais de cem vezes em um único ano, no trajeto de Curitiba para Santa Catarina. Entendam: não sou contra a diversão, mas é preciso ter cautela com gastos. Você precisa ter consciência e não dar passos (ou mergulhos) maiores do que pode bancar.
Outro exemplo: um dos meus maiores prazeres sempre foi a música. Lembro que, assim que recebi meu primeiro salário como estagiária, embarquei em uma excursão e fui para um festival de rock em São Paulo. Fui sozinha mesmo, sem conhecer ninguém (Felipe não estava na ocasião), pois jamais deixaria passar aquela oportunidade — ainda mais sabendo que a carteira estava cheinha. Depois do show — e dos mergulhos — vieram vários outros gastos, como uma bateria profissional no valor de 3.600 reais. Queria muito aprender a tocar, mas mal sabia segurar as baquetas direito quando optei pela compra. Gasto totalmente fora de época e sem necessidade.
Felipe e eu vivíamos muito acima de nossa realidade. Eram jantares fora diariamente e baladas de rock nos fins de semana. No período de três meses após nossos primeiros salários, fomos parar no cheque especial. Como não tínhamos noção do que essa armadilha representava, além de ser uma grana a mais na conta por mês, achamos que não havia problema ficar no negativo. Porém, aos poucos, nossos salários serviam apenas para cobrir o rombo da conta-corrente, e passamos a depender do cheque especial para pagar tudo. E quando o cheque especial já não atendia mais nossas necessidades, a solução nos soou óbvia: abrir outra conta para aproveitar uma nova linha de crédito — e mais cheques em branco.
A situação só piorou: ficamos noivos em 2011 durante uma viagem ao Caribe, que custou cerca de 12 mil reais (na época). E, como a maioria dos brasileiros pensa até hoje, acreditávamos que “quem casa quer casa”. Assim que voltamos para o Brasil, em dois dias já estávamos assinando a compra de um apartamento no valor de 225 mil reais (na época). Era mais uma dívida entre tantas outras que já tínhamos, incluindo um carro zero recém-adquirido (com mensalidades de 3.600 reais durante 12 meses), a minha faculdade, uma piscina que resolvemos construir na casa da minha mãe e outra viagem de mergulho que já tínhamos comprado para uma ilha na Colômbia, alguns meses após o noivado, que custou 20 mil reais (na época). E não paramos por aí, pois tínhamos resolvido empreender! Criamos uma loja virtual e compramos uma clínica de raio-X, tudo isso sem o menor planejamento financeiro ou senso de negócios. O resultado, é claro, foi desastroso e tivemos de fechar ambos os negócios com prejuízo.
Quando a corda começou a apertar, resolvemos pegar um empréstimo em um banco. Não adiantou ter pegado essa grana a mais, já que nossas atitudes ainda eram as mesmas. “Se tem dinheiro na conta, é para gastar” era nosso lema. Usávamos todo o dinheiro para continuar consumindo sem parar, e o que precisávamos fazer, como pagar as dívidas, ficava para outra hora. As coisas foram se arrastando assim por um ano, empurramos tudo com a barriga, ignorando o rombo que se criava e tomando péssimas decisões. Até que chegou o fatídico dia.
Felipe estava de viagem marcada para o Rio de Janeiro (para fazer um curso exigido em seu novo trabalho como médico de plataforma de petróleo) quando passamos no caixa eletrônico e não conseguimos sacar nem 1 real! Não havia mais nada lá, nem no cheque especial.
Pedi para minha mãe 50 reais emprestados e seguimos para o aeroporto. No caminho, recebi uma ligação da construtora do meu apartamento: “Você está com sete parcelas atrasadas. Só queríamos avisar que você vai perder seu apartamento”. O choque foi gigante, já que tínhamos comprado o apartamento há no máximo 9 meses e só tínhamos pagado duas parcelas da entrada.
A ideia de perder nossa querida casa própria e o fato de não haver mais dinheiro na conta foram demais. Eu não tinha ideia da nossa situação até olhar para as faturas e extratos bancários: as dívidas entre o rotativo do cartão, o cheque especial e as demais parcelas de mil coisas pequenas das quais eu já nem lembrava mais somavam um total de 80 mil reais (o equivalente a 110 mil reais atualmente). Era um valor assustador, ainda mais porque nem sequer incluía os financiamentos do apartamento e do carro. Foi aí que me dei conta do buraco em que nos encontrávamos. Lembro de pensar na época: “Não sei como cheguei aqui, mas tenho que sair”. Assumir a culpa e entender que deveria mudar foi o passo fundamental para minha virada.
Serasa Experian, 2019.
IBGE, 2019.
UMA QUESTÃO DE AUTORRESPONSABILIDADE▶
Não é fácil enxergar sua própria culpa em qualquer situação, seja na vida financeira ou pessoal. Geralmente, quando as coisas estão ruins para o nosso lado a gente culpa o chefe que não reconhece nosso talento, o trânsito que nos deixa estressados, a necessidade de ter que comprar tudo parcelado no cartão por não ter o valor total em mãos e assim por diante. Agora, encare a realidade aqui comigo: agir assim ajuda de alguma forma? Você pode até passar por situações que estão fora do seu controle, pode se sentir traído, mas dói quando admitimos que a real fonte de nossos problemas foi a falta de comprometimento com nossa vida. A partir do momento que tiramos a culpa do mundo e colocamos nas nossas próprias costas, adquirimos o poder de mudar o presente e o futuro. O nome disso é autorresponsabilidade.
Esse con...
Table of contents
CAPA PÁGINA
PÁGINA DE TÍTULO
DIREITOS AUTORAIS PÁGINA
ÍNDICE
PREFÁCIO
INTRODUÇÃO
PARTE 1: SAINDO DO BURACO
PARTE 2: PLANEJAMENTO FINANCEIRO
PARTE 3: INTRODUÇÃO AOS INVESTIMENTOS
PARTE 4: COMO ESCOLHER OS MELHORES INVESTIMENTOS
PARTE 5: FAZENDO O DINHEIRO TRABALHAR POR VOCÊ
O QUE VEM POR AÍ?
TESTE: QUAL O SEU PERFIL DE INVESTIDOR?
REFERÊNCIAS
Frequently asked questions
Yes, you can cancel anytime from the Subscription tab in your account settings on the Perlego website. Your subscription will stay active until the end of your current billing period. Learn how to cancel your subscription
No, books cannot be downloaded as external files, such as PDFs, for use outside of Perlego. However, you can download books within the Perlego app for offline reading on mobile or tablet. Learn how to download books offline
Perlego offers two plans: Essential and Complete
Essential is ideal for learners and professionals who enjoy exploring a wide range of subjects. Access the Essential Library with 800,000+ trusted titles and best-sellers across business, personal growth, and the humanities. Includes unlimited reading time and Standard Read Aloud voice.
Complete: Perfect for advanced learners and researchers needing full, unrestricted access. Unlock 1.4M+ books across hundreds of subjects, including academic and specialized titles. The Complete Plan also includes advanced features like Premium Read Aloud and Research Assistant.
Both plans are available with monthly, semester, or annual billing cycles.
We are an online textbook subscription service, where you can get access to an entire online library for less than the price of a single book per month. With over 1 million books across 990+ topics, we’ve got you covered! Learn about our mission
Look out for the read-aloud symbol on your next book to see if you can listen to it. The read-aloud tool reads text aloud for you, highlighting the text as it is being read. You can pause it, speed it up and slow it down. Learn more about Read Aloud
Yes! You can use the Perlego app on both iOS and Android devices to read anytime, anywhere — even offline. Perfect for commutes or when you’re on the go. Please note we cannot support devices running on iOS 13 and Android 7 or earlier. Learn more about using the app
Yes, you can access BORA ENRIQUECER by JULIA MENDONCA in PDF and/or ePUB format, as well as other popular books in Personal Development & Personal Finance. We have over one million books available in our catalogue for you to explore.