COMO LIDAR C PESSOAS MANIPULADORAS
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COMO LIDAR C PESSOAS MANIPULADORAS

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COMO LIDAR C PESSOAS MANIPULADORAS

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Aprenda a reconhecer e a lidar com pessoas manipuladoras e nunca mais se torne vítima. Não importa se é o supervisor que afirma apoiá-lo enquanto mina todas as oportunidades que lhe aparecem, o colega de trabalho que discretamente o sabota para cair nas graças do patrão, o cônjuge que afirma amá-lo, mas parece controlar sua vida, ou a criança que sempre sabe o que fazer para conseguir o que deseja, o fato é que os indivíduos manipuladores são os tais lobos em pele de cordeiro, como diz o velho ditado. Do lado de fora, eles podem até parecer carismáticos e encantadores, mas por dentro são sempre calculistas e impiedosos. Em geral, os manipuladores têm dois objetivos: vencer e parecer estar fazendo o certo enquanto vencem; por esse motivo, é comum que suas vítimas nunca percebam quando estão sendo manipuladas. Para que você reconheça esse tipo de comportamento nas pessoas ao seu redor e nunca mais sofra com isso, aprenda com este livro: •Quatro motivos pelos quais as vítimas têm dificuldades para se livrar de relacionamentos abusivos; •Táticas de poder que os manipuladores usam para forçar seus hábitos e justificar tal comportamento; •Maneiras de redefinir os termos da batalha entre você e quem se aproveita de você; •Formas de perceber um possível ponto fraco em sua personalidade, uma característica que o torna um alvo em potencial de manipulação; •Doze ferramentas de empoderamento para ajudálo a ser mais forte em todos os relacionamentos.

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Information

Year
2022
eBook ISBN
9788550300542

PARTE 1

COMO ENTENDER AS PERSONALIDADES MANIPULADORAS

INTRODUÇÃO
AGRESSÃO-DISSIMULADA: A ESSÊNCIA DA MANIPULAÇÃO


UM PROBLEMA COMUM

Talvez os cenários a seguir soem familiares. Primeiro cenário: uma esposa tenta resolver seus sentimentos contraditórios. Ela está furiosa com o marido, que insiste para que a filha deles só tire nota máxima, mas duvida que tenha o direito de estar nervosa. Quando sugeriu que, considerando sua própria avaliação das habilidades da filha, as exigências do marido eram absurdas, ele respondeu o seguinte: “E todo bom pai não deveria querer que os filhos fossem bem e tivessem sucesso na vida?”. Essa pergunta retórica fez com que a mulher sentisse que estava sendo insensível. Aliás, sempre que confronta o marido, acaba de alguma forma se sentindo a vilã da história. Quando sugeriu que poderia haver mais coisas relacionadas aos problemas recentes da filha e que eles deveriam procurar aconselhamento, o marido retrucou o seguinte: “Você está dizendo que tenho algum problema psiquiátrico?”. Isso a fez se sentir culpada por trazer à tona o problema. Ela frequentemente tenta afirmar seu ponto de vista, mas sempre termina cedendo ao dele. Às vezes, pensa que ele é o problema, acreditando que seja egoísta, exigente, intimidador e controlador. Mas ele é um marido fiel, bom provedor e um membro respeitado da comunidade. Segundo todas as regras, ela não deveria ofender-se com a atitude dele. Ainda assim, ela se ressente. De tal modo, ela constantemente se pergunta se não há nada de errado com ela.
Outro cenário: uma mãe tenta desesperadamente compreender o comportamento de sua filha. Nenhuma adolescente ameaçaria sair de casa e diria coisas como “todo mundo me odeia” e “preferia nunca ter nascido” a menos que estivesse se sentindo muito insegura, amedrontada e, provavelmente, deprimida. Em parte, essa mãe pensa que a filha ainda é a mesma criança que costumava prender a respiração até ficar roxa ou fazer birra sempre que não ganhava o que queria. Afinal de contas, parece que ela só diz e faz essas coisas quando leva uma bronca ou está tentando ganhar alguma coisa. Mas outra parte dessa mãe está com medo de acreditar nisso. “E se ela realmente acredita no que está dizendo?”, pensa. “E se eu realmente fiz alguma coisa que a machucou e não percebi?”, receia. Ela odeia se sentir pressionada pelas ameaças e rompantes emocionais da filha, mas não pode correr o risco de a garota estar realmente sofrendo, pode? Além do mais, as crianças simplesmente não agem assim a menos que, de fato, estejam se sentindo inseguras ou ameaçadas de alguma forma, agem?

A ESSÊNCIA DO PROBLEMA

Nenhuma das vítimas apresentadas nos dois cenários acima acreditava em seus “instintos”. Inconscientemente, elas ficavam na defensiva, mas conscientemente tinham problemas para ver seus manipuladores como alguém na ofensiva. Por um lado, sentiam que a outra pessoa estava tentando tirar vantagem delas; por outro, eram incapazes de apontar quaisquer evidências objetivas que corroborassem seus instintos. E ambas acabaram se sentindo loucas.
Mas elas não são loucas. O fato é que as pessoas lutam praticamente o tempo todo. E as pessoas manipuladoras são especialistas em lutar de maneiras sutis e quase indetectáveis. Na maior parte das vezes, quando elas estão tentando tirar vantagem, você sequer sabe que está participando de uma disputa até estar prestes a perdê-la. Quando você está sendo manipulado, é provável que alguém esteja lutando com você por posição, vantagem ou lucros, mas de uma maneira difícil de ser percebida prontamente. A agressão-dissimulada é a essência da maioria das manipulações.

A NATUREZA DA AGRESSÃO HUMANA

Nosso instinto de luta é um parente próximo do nosso instinto de sobrevivência.2 Quase todo mundo “luta” para sobreviver e prosperar, e a maioria das lutas que travamos não é nem fisicamente violenta, nem inerentemente destrutiva. Alguns teóricos sugerem que apenas quando esse instinto mais básico é severamente frustrado é que nosso impulso agressivo tem o potencial de ser expresso com violência.3 Outros sugerem que alguns raros indivíduos parecem ter uma predisposição à agressão – inclusive à agressão física, apesar das circunstâncias mais benignas. Entretanto, sejam situações de estresse extraordinário, sejam predisposições genéticas, padrões de aprendizagem ou alguma outra combinação desses fatores que estejam na raiz da agressão violenta, a maioria dos teóricos concorda que a agressão per se e a violência destrutiva não são sinônimos. Neste livro, o termo agressão fará referência à energia violenta que todos nós dispendemos em nossas lutas diárias por sobrevivência, progresso, garantia de coisas que acreditamos que nos trarão algum tipo de prazer e remoção de obstáculos para alcançar esses fins.
As pessoas se envolvem em bem mais lutas em seu cotidiano do que poderíamos assinalar. O estímulo para lutar é fundamental e instintivo. Qualquer um que negue a natureza instintiva da agressão ou jamais testemunhou duas crianças brigando pela posse do mesmo brinquedo, ou se esqueceu, de alguma forma, dessa cena arquetípica. Ademais, a luta tem um papel fundamental em nossa cultura. Da disputa partidária acirrada que caracteriza um governo representativo ao ambiente empresarial competitivo, passando pelo princípio acusatório de nosso sistema judicial, muita luta acontece em nosso tecido social. Nós processamos uns aos outros, nos divorciamos, lutamos pela guarda de nossos filhos, competimos por emprego e brigamos uns com os outros por determinados objetivos, valores, crenças e ideais. O teórico da Psicodinâmica, Alfred Adler, apontou anos atrás que nós também nos esforçamos para reivindicar um senso de superioridade social.4 Ao lutarmos por vantagens sociais e pessoais, jogamos uns com os outros por poder, prestígio e por um “nicho” social seguro. De fato, travamos tantas lutas em tantos aspectos de nossas vidas que acho razoável dizer que, quando os humanos não estão fazendo amor, provavelmente estão fazendo guerra.
Lutar não é inerentemente errado ou nocivo. Lutar de forma aberta e justa por nossas necessidades legítimas é frequentemente necessário e construtivo. Quando lutamos por aquilo que realmente precisamos, respeitando os direitos e necessidades dos outros e tomando cuidado para não os ferir desnecessariamente, nosso comportamento pode ser melhor classificado como assertivo. E o comportamento assertivo é um dos mais saudáveis e necessários comportamentos humanos. É maravilhoso quando aprendemos a nos afirmar na busca de necessidades pessoais, superar a dependência danosa e nos tornar autossuficientes e competentes. Todavia, quando lutamos desnecessariamente ou sem grandes preocupações com a forma como os outros estão sendo afetados, nosso comportamento pode ser melhor classificado como agressivo. Em um mundo civilizado, a luta desregrada (a agressão) é quase sempre um problema. No entanto, o fato de sermos uma espécie agressiva não nos torna inerentemente errados ou “maus”. Adotando uma perspectiva amplamente difundida por Carl Jung,5 eu diria que o mal que por vezes emerge do comportamento de uma pessoa agressiva necessariamente deriva de sua falha em reconhecer e controlar esse que é o mais básico dos instintos humanos.

DOIS IMPORTANTES TIPOS DE AGRESSÃO

Duas das mais fundamentais maneiras de lutar (com os outros, como a reativa vs. predatória ou a agressão instrumental) que serão discutidas a seguir são a agressão manifesta e a agressão dissimulada. Quando você está determinado a obter vantagem e luta de forma aberta, direta e óbvia, seu comportamento pode ser classificado como manifestamente agressivo. Quando você está disposto a ganhar, dominar ou controlar, mas é sutil, fingido ou falso o suficiente para esconder suas verdadeiras intenções, seu comportamento pode ser classificado como dissimuladamente agressivo. Dissimular atos evidentes de agressão ao mesmo tempo em que induz os outros a recuar ou desistir é uma poderosa tática de manipulação. É por isso que a agressão-dissimulada é a ferramenta mais frequente para a manipulação interpessoal.

AGRESSÃO PASSIVA E DISSIMULADA

Sempre ouço as pessoas dizerem que alguém está agindo de forma “passivo-agressiva” quando estão, na verdade, tentando descrever um comportamento agressivo-dissimulado. Embora tanto a agressão passiva quanto a dissimulada sejam formas indiretas de agredir, elas certamente não são a mesma coisa. A agressão passiva é, como o próprio nome diz, a agressão praticada por meio da passividade. Exemplos de agressão passiva envolvem dar o “troco” emocional a alguém por meio da resistência à cooperação, respondendo com silêncio, fazendo beicinho ou se lamuriando, ou não por acaso “esquecendo” de fazer algo que os outros queriam só porque você está furioso e não quer favorecê-los. Por outro lado, a agressão-dissimulada é bastante ativa, embora velada. Quando alguém está sendo dissimuladamente agressivo, está usando meios calculistas e ardilosos para conseguir o que deseja ou manipular a resposta dos outros ao mesmo tempo em que mantém escondidas suas intenções agressivas.

ATOS DE AGRESSÃO-DISSIMULADA VS. PERSONALIDADES AGRESSIVO-DISSIMULADAS

A maioria de nós se vê envolvida em algum tipo de comportamento dissimuladamente agressivo de tempos em tempos, mas isso não necessariamente nos torna uma pessoa com personalidade manipuladora ou agressivo-dissimulada. A personalidade de um indivíduo pode ser definida pela forma como ele habitualmente percebe, se relaciona e interage com as outras pessoas e com o mundo de modo geral.6 Em outras palavras, trata-se do “estilo” interativo característico ou da forma relativamente enraizada com que uma pessoa prefere lidar com uma ampla variedade de situações e conseguir o que quer na vida. Certas personalidades podem ser bastante implacáveis em sua conduta interpessoal enquanto dissimulam seu caráter agressivo ou talvez até mesmo projetem um charme convincente, embora superficial. Essas personalidades agressivo-dissimuladas podem conseguir o que querem de você e, ainda, parecerem boas durante o processo. Elas variam em grau de crueldade e caráter patológico; todavia, devido aos exemplos mais extremos terem a capacidade de nos ensinar bastante sobre o processo de manipulação em geral, este livro dedicará especial atenção a algumas das personalidades agressivo-dissimuladas com distúrbios mais graves.

O PROCESSO DE VITIMIZAÇÃO

Por muito tempo me perguntei por que as vítimas de manipulação têm dificuldade para enxergar o que realmente acontece em interações manipuladoras. Primeiro, fui tentado a culpá-las. Porém, depois descobri que há algumas boas razões para elas serem ludibriadas:
  1. A agressão de um manipulador não é óbvia. Podemos intuitivamente sentir que alguém está tentando nos enganar, ganhar poder ou conseguir algo e isso até faz com que nós nos sintamos inconscientemente intimidados. No entanto, como não somos capazes de apontar com clareza uma evidência objetiva de que estamos sofrendo uma agressão, não conseguimos confirmar nossas intuições prontamente.
  2. As táticas que os manipuladores usam muitas vezes são técnicas de dissimulação poderosas e difíceis de serem reconhecidas como artimanhas bem pensadas. Elas têm o poder de fazer parecer que quem as usa está sofrendo, preocupando-se, defendendo-se ou qualquer outra coisa, exceto lutando para tirar vantagem de nós. Ademais, as explicações dos manipuladores sempre fazem sentido na medida exata para plantar no manipulado uma dúvida sobre sua intuição de que há um jogo de manipulação em curso. As táticas usadas pelos manipuladores não apenas dificultam que o manipulado tome consciência de que está envolvido em uma luta, como, ao mesmo tempo, mantêm a vítima inconscientemente na defensiva. Isso transforma essas táticas em golpes psicológicos altamente eficientes. É difícil pensar claramente quando alguém o debilita emocionalmente, de modo que é menos provável que você reconheça as estratégias pelo que elas realmente são.
  3. Todos nós temos fraquezas e inseguranças que um manipulador inteligente pode explorar. Às vezes, estamos cientes dessas fraquezas e de como alguém pode fazer uso delas para tirar vantagem de nós. Por exemplo, ouço pais dizendo coisas como: “Sim, eu sei que tenho um grande botão em mim escrito ‘culpa’”. Todavia, quando um filho está apertando incansavelmente esse botão, eles logo se esquecem de que ele existe e não percebem o que está acontecendo. Além disso, muitas vezes não temos consciência de nossas maiores vulnerabilidades. Os manipuladores em geral nos conhecem mais profundamente do que nós mesmos. Eles sabem quais botões apertar, quando fazê-lo e que força usar. Nossa falta de autoconhecimento pode facilmente nos tornar vulneráveis ao abuso.
  4. O que nossa intuição nos diz sobre como é um manipulador desafia tudo aquilo em que aprendemos a acreditar sobre a natureza humana. Somos inundados com uma Psicologia que nos faz ver as pessoas problemáticas (pelo menos até certo ponto) como assustadas, inseguras ou ansiosas. Sendo assim, enquanto nossa intuição nos diz que estamos lidando com um conspirador cruel, nossa razão nos diz que essa pessoa deve estar muito assustada, ferida ou com a autoestima muito baixa. E mais: a maioria de nós geralmente odeia pensar em si como uma pessoa insensível e indiferente. Hesitamos em fazer julgamentos rigorosos ou negativos sobre os outros e queremos lhes dar o benefício da dúvida e acreditar que eles realmente não nutrem as intenções maléficas de que suspeitamos. É mais provável que duvidemos de nós mesmos e nos culpemos por ousar acreditar no que nossa intuição nos diz sobre o caráter de nosso manipulador.

COMO RECONHECER AGENDAS AGRESSIVAS

Aceitar o caráter fundamental da luta pelas coisas que desejamos e conhecer melhor as maneiras sutis e veladas que as pessoas podem usar — e de fato usam todos os dias — para disputar em várias de suas empreitadas e relacionamentos pode expandir consideravelmente nossa consciência. Aprender a reconhecer e enfrentar um movimento agressivo em quaisquer das diversas batalhas da vida se mostrou uma experiência essencial de empoderamento para as vítimas de pessoas manipuladoras com as quais trabalhei. Trata-se de como elas conseguiram finalmente se libertar do domínio de seus manipuladores, adquirir e controlar um impulso necessário de autoestima. Reconhecer a agressão inerente no comportamento do manipulador e se tornar mais consciente das maneiras furtivas e astutas que os manipuladores usam para nos agredir é de extrema importância. Não reconhecer e não classificar apropriadamente os movimentos sutis de manipulação faz muitas pessoas interpretarem erroneamente os manipuladores e, portanto, falharem na hora de dar uma resposta apropriada. Reconhecer quando e como os manipuladores estão lutando é fundamental para se sair bem em qualquer situação em que eventualmente nos vejamos envolvidos com esses indivíduos.
Infelizmente, tanto profissionais de saúde mental quanto leigos muitas vezes falham em reconhecer as agendas e ações agressivas dos outros. Isso acontece em grande parte porque fomos pré-programados para acreditar que as pessoas só exibem problemas de comportamento quando estão “perturbadas” ou angustiadas com alguma coisa. Também aprendemos que as pessoas só agridem quando são atacadas de alguma forma. Assim, mesmo quando nossa intuição nos diz que alguém está nos atacando sem nenhum motivo razoável ou simplesmente tentando nos subjugar de alguma forma, não aceitamos de pronto essas ideias. Muitas vezes começamos a ponderar sobre o que estaria incomodando tanto aquela pessoa a ponto de fazê-la agir da forma como age. Podemos até mesmo nos perguntar o que teríamos feito ou dito que pudesse ter “ameaçado” aquela pessoa. Tentamos analisar a situação incansavelmente em vez de apenas responder ao ataque. Quase nunca pensamos que a pessoa está simplesmente lutando para conseguir o que quer ou ganhar algum tipo de vantagem. E, quando olhamos para essa pessoa e a vemos antes de tudo como alguém magoado, esforçamo-nos ao máximo para entender a situação em vez de tratar de cuidar de nós mesmos.
E muitas vezes não apenas enfrentamos problemas para reconhecer as atitudes agressivas das pessoas, como também temos dificuldade para discernir o caráter eminentemente agressivo de algumas personalidades. O legado de Sigmund Freud tem muito a ver com isso. As teorias freudianas (assim como as de outros que expandiram seu trabalho) por muito tempo influenciaram fortemente o campo da psicologia e das ciências sociais relacionadas. Os princípios fundamentais dessas teorias clássicas (psicodinâmicas) e sua estrutura característica, a neurose, impregnaram-se na consciência das pessoas e diversos termos psicodinâmicos introduziram-se no vocabulário cotidiano. Essas teorias também costumam ver todos, pelo menos até certo ponto, como neuróticos. Indivíduos neuróticos são pessoas demasiadamente inibidas que sofrem de uma angústia excessiva e irracional (ou seja, um medo não específico), uma culpa e uma vergonha no que se refere a expor seus instintos básicos ou tentar satisfazer suas necessidades e seus desejos. O impacto perverso de generalizar ao extremo as observações de Freud sobre um grupo pequeno de indivíduos excessivamente inibidos em um amplo conjunto de hipóteses sobre as causas dos problemas psicológicos de todos não deve ser exagerado.7 Entretanto, essas teorias têm permeado de tal forma nosso pensamento sobre a natureza humana (e, em especial, as teorias da personalidade) que, ...

Table of contents

  1. CAPA PÁGINA
  2. PÁGINA DE TÍTULO
  3. DIREITOS AUTORAIS PÁGINA
  4. ÍNDICE
  5. AGRADECIMENTOS
  6. PREFÁCIO
  7. NOTA DO AUTOR À EDIÇÃO REVISADA
  8. PARTE 1: COMO ENTENDER AS PERSONALIDADES MANIPULADORAS
  9. PARTE 2: COMO ENFRENTAR DE FORMA EFICAZ PESSOAS MANIPULADORAS
  10. EPÍLOGO: A AGRESSÃO DESCONTROLADA EM UMA SOCIEDADE PERMISSIVA
  11. SOBRE O AUTOR

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