Discurso de metafísica
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Discurso de metafísica

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Esta obra, marco do início do período maduro da filosofia de Gottfried Wilhelm Leibniz, não apenas proporciona um panorama esclarecedor de suas teses morais e científicas, mas também serve como ponto de partida para compreender a evolução contínua de suas ideias ao longo de sua vida.

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Information

Publisher
Editora Vozes
Year
2024
Edition
1
eBook ISBN
9788532668684

Table of contents

  1. Capa
  2. Rosto
  3. Créditos
  4. Sumário
  5. Estudo introdutório
  6. I - Da perfeição divina e de que Deus faz tudo da maneira mais desejável
  7. II - Contra aqueles que sustentam que não há bondade nas obras de Deus ou que as regras da bondade e da beleza são arbitrárias
  8. III - Contra aqueles que creem que Deus poderia fazer melhor
  9. IV - Que o amor de Deus exige uma inteira satisfação e aquiescência no tocante ao que Ele faz sem que para isso seja preciso ser quietista
  10. V - Em que consistem as regras de perfeição e como a simplicidade das vias está em equilíbrio com a riqueza dos efeitos
  11. VI - Que Deus nada faz fora da ordem e não é possível nem mesmo fingir eventos que não sejam regulares
  12. VII - Que os milagres são conformes à ordem geral, conquanto sejam contra as máximas subalternas, e do que Deus quer ou permite por vontade geral ou particular
  13. VIII - Para distinguir entre as ações de Deus e as das criaturas explica-se em que consiste a noção de uma substância individual
  14. IX - Que cada substância singular exprime todo o universo à sua maneira e que em sua noção todos os seus eventos estão compreendidos com todas as suas circunstâncias e toda a sequência das coisas exteriores
  15. X - Que a opinião das formas substanciais terá algo de sólido se os corpos forem substâncias, mas que essas formas não mudam nada nos fenômenos e não devem ser empregadas para explicar os efeitos particulares
  16. XI - Que as meditações dos teólogos e dos filósofos chamados de escolásticos não devem ser desprezadas
  17. XII - Que as noções que consistem na extensão encerram algo de imaginário e não poderiam constituir a substância dos corpos
  18. XIII - Como a noção individual de cada pessoa encerra, de uma vez por todas, o que lhe acontecerá para sempre, nela veem-se as provas a priori da verdade de cada acontecimento, ou por que um aconteceu em vez do outro; mas essas verdades, conquanto asseguradas, não deixam de ser contingentes, estando fundadas no livre-arbítrio de Deus ou das criaturas, cuja escolha sempre tem suas razões que inclinam sem necessitar
  19. XIV - Deus produz diversas substâncias segundo as diferentes visões que Ele tem do universo, e, pela mediação de Deus, a natureza própria de cada substância determina que o que acontece a uma corresponda ao que acontece a todas as outras sem que ajam imediatamente umas sobre as outras
  20. XV - A ação de uma substância finita sobre outra consiste apenas no aumento do grau de sua expressão junto à diminuição do da outra, enquanto Deus as obriga a acomodarem-se juntas
  21. XVI - O concurso extraordinário de Deus está compreendido no que a nossa essência exprime, pois essa expressão estende-se a tudo, mas ultrapassa as forças da nossa natureza ou a nossa expressão distinta, a qual é finita, e segue certas máximas subalternas
  22. XVII - Exemplo de uma máxima subalterna ou lei da natureza, em que é demonstrado, contra os cartesianos e vários outros, que Deus conserva sempre a mesma força, mas não a mesma quantidade de movimento
  23. XVIII - A distinção entre força e quantidade de movimento é importante, entre outras coisas, para julgar que é preciso recorrer a considerações metafísicas separadas da extensão a fim de explicar os fenômenos dos corpos
  24. XIX - Utilidade das causas finais na física
  25. XX - Passagem notável de Sócrates em Platão contra os filósofos demasiado materiais
  26. XXI - Se as regras mecânicas dependessem exclusivamente da geometria sem a metafísica, os fenômenos seriam totalmente diferentes
  27. XXII - Conciliação das duas vias pelas finais e pelas eficientes para satisfazer tanto aqueles que explicam a natureza mecanicamente como aqueles que recorrem a naturezas incorpóreas
  28. XXIII - Para voltar às substâncias imateriais, explica-se como Deus age sobre o entendimento dos espíritos e se se tem sempre a ideia do que se pensa
  29. XXIV - O que é conhecimento claro ou obscuro; distinto ou confuso; adequado e intuitivo; ou supositivo. Definição nominal, real, causal, essencial
  30. XXV - Em que caso nosso conhecimento é juntado à contemplação da ideia
  31. XXVI - Que temos em nós todas as ideias; e da reminiscência de Platão
  32. XXVII - Como nossa alma pode ser comparada a folhas de papel em branco e como nossas noções provêm dos sentidos
  33. XXVIII - Só Deus é o objeto imediato das nossas percepções, que existe fora de nós, e só Ele é a nossa luz
  34. XXIX - No entanto, pensamos imediatamente pelas nossas próprias ideias, e não pelas de Deus
  35. XXX - Como Deus inclina nossa alma sem dela necessitar; que não se tem o direito de queixar-se, que não se deve perguntar por que Judas peca, mas somente por que Judas, o pecador, é admitido à existência preferivelmente a algumas outras pessoas possíveis. Da imperfeição original antes do pecado e dos graus da graça
  36. XXXI - Dos motivos da eleição, da fé prevista, da ciência média, do decreto absoluto. E que tudo se reduz à razão pela qual Deus escolheu para a existência uma tal pessoa possível, cuja noção encerra certa série de graças e de ações livres, o que faz cessarem, de repente, as dificuldades
  37. XXXII - Utilidade desses princípios em matéria de piedade e religião
  38. XXXIII - Explicação da união da alma e do corpo, que passou por inexplicável ou miraculosa, e da origem das percepções confusas
  39. XXXIV - Da diferença entre espíritos e demais substâncias, almas ou formas substanciais, e de que a imortalidade que se exige implica a lembrança
  40. XXXV - Excelência dos espíritos, e que Deus os considera preferivelmente às outras criaturas. Que os espíritos exprimem antes Deus do que o mundo, mas que as outras substâncias exprimem antes o mundo do que Deus
  41. XXXVI - Deus é o monarca da mais perfeita república composta de todos os espíritos, e a felicidade dessa cidade de Deus é o seu principal desígnio
  42. XXXVII - Jesus Cristo descobriu para os homens o mistério e as leis admiráveis do Reino dos Céus e a grandeza da suprema felicidade que Deus prepara para aqueles que o amam
  43. Sobre o autor

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